HÍPICA DE SÓCIOS PARA SÓCIOS

Carla Octaviani disponibiliza “Resumão” da Reunião Ordinária de CD de 26/11/2025.

Nove Itens foram pautados, mas, para não me estender demais, novamente suprimi a descrição dos itens ordinários, abordando apenas os itens de maior relevância, que seguem:
 
Item 2 – Relatório da Diretoria Executiva
A Diretoria apresentou relatório de 248 páginas descrevendo a atual estrutura administrativa do clube, obras realizadas, obras em andamento, trabalhos de manutenção, atividades e eventos. Apesar de admitirem que ainda existe muito a ser feito, demonstram empenho e boa vontade no sentido de não apenas manter o que vinha sendo feito de bom, corrigindo eventuais falhas, mas também aprimorar e inovar.  
O Presidente Eduardo Coelho comentou os principais pontos do relatório, ouviu sugestões e tirou dúvidas pacientemente, como uma minha sobre qual era o motivo das obras que estão sendo realizadas próximo ao lago, denominadas de TAC (que achei que era um Temo de Ajuste de Conduta, mas é um Temos de Acordo e Compromisso), que é uma contrapartida pela regularização de obras efetuada durante a última gestão e que, como uma série de outras antigas e novas obrigações, consome dinheiro dos cofres do clube.
Apesar do volume de compromissos a serem honrados, a parte financeira continua positiva, porém com ênfase na necessidade de busca por novas fontes de recursos, como o aumento de patrocinadores e parceiros comerciais.
Boas novas:
– Dentre as realizações citadas, destaco as adequações tecnológicas (instalação de fibra ótica) para auxiliar, após um previsto recadastramento dos associados, um melhor controle de acesso, que é um dos maiores pedidos dos sócios e importante objetivo a ser atingido.
– Os móveis da piscina, antigos e desgastados, motivo de reclamações dos sócios há vários anos, estão com a troca programada, devendo ocorrer ainda esse ano, nas próximas semanas.
– Na mesma linha de resgate do que foi deixado sem cuidado ao longo do tempo, discutiu-se a manutenção geral do clube que, para evitar a aparência por vezes descuidada e sem padrão de locais como, por exemplo, alguns dos vestiários, precisará ser feita de forma mais abrangente e detalhada, aos poucos, setor por setor. Essa abordagem, que está nos planos da Diretoria, consumirá mais tempo de trabalho, mas promete gerar resultados mais satisfatórios e duradouros.
 
Itens 5, 6 e 7Análise e deliberação sobre recursos enviados por associados
Quase todos os recursos interpostos são casos específicos, sem grande repercussão para os sócios em geral, exceto pelo pedido de uma associada de suspensão temporária do pagamento da taxa de mensalidade após aquisição de diploma para a filha de 25 anos que mora no exterior e não está frequentando o clube. Sobre esse pedido, indeferido por unanimidade, cabe comentar que eu, particularmente, acho uma pena que nosso estatuto não tenha previsão de suspensão de pagamento de mensalidades por nenhum motivo.  Sendo assim, apesar de compreender e me solidarizar com a situação desconfortável da associada, atender ao seu pedido seria contrário às regras estabelecidas e uma injustiça com tantos que, em cumprimento ao estatuto, pagam e já pagaram as mensalidades suas ou de seus filhos, mesmo estando ausentes por longos períodos. 

Carla Octaviani disponibiliza “resumão” da Reunião Extraordinária de CD de 28/08/2025.

OBSERVAÇÃO: Chama a atenção a baixa adesão dos Conselheiros eleitos a essa reunião, com pautas bastante relevantes. Do grupo de 42 eleitos mais os conselheiros natos (que, se não me engano, são três, atualmente), menos de 30 estiveram presentes.

Sete Itens foram pautados, mas, para não me estender demais, optei por suprimir a descrição dos itens ordinários, abordando apenas os itens polêmicos ou de maior interesse para a Sociedade, como segue:
 
Item 2 – Análise e deliberação sobre recurso interposto pela associada Flávia Trigo Delman Ponfick, referente penalidade de suspensão por 30 dias, aplicada pela Diretoria Executiva.
Nos documentos disponibilizados, o advogado da associada apontou diversas falhas em seu processo de sindicância, iniciado na última gestão. Porém, seus argumentos não foram acatados pela comissão responsável e recomendou-se o indeferimento do pedido.
Na sequência, pedi a palavra e li o meu parecer, que segue abaixo, ipsis literis:
“Na minha opinião, casos de punição relacionados aos posicionamentos de sócios sobre a lamentável atuação dos responsáveis pela última proposta de reforma estatutária deveriam ser todos arquivados.
Isso porque, a situação foi extremamente atípica.
Os sócios proprietários jamais haviam sido tão desrespeitados. Só o fato de estarem votando pela segunda vez uma proposta já rejeitada em Assembleia seria desrespeito suficiente, mas, conforme as coisas se desenvolveram, mais motivos para ficarem desgostosos foram surgindo. Em redes sociais, soubemos, por exemplo, através da declaração de uma jovem que já não poderia mais estar frequentando o clube, que nosso estatuto vinha sendo desrespeitado desde 2019.
Não é nada surpreendente que alguns sócios tenham se revoltado e até se exaltado em suas falas.
Aliás, muito se falou a respeito do assunto e palavras indelicadas ou equivocadas foram usadas tanto para a crítica do inegável desrespeito aos sócios proprietários quanto para desmerecer esses mesmos sócios, porém, só os que se posicionaram contra as propostas da Diretoria da época foram punidos.
Além disso, existem diversas irregularidades ou, minimamente, controvérsias estatutárias que foram brilhantemente apontadas pelo advogado, Dr. Marcelo Bevilacqua da Cunha. (aliás, o herói que nos salvou daquele estatuto proposto em 2023).
Sendo assim, meu voto é pela remoção da pena e arquivamento do processo, como eu gostaria que tivesse ocorrido com os casos de Paulo Veiga Mendes, Silvia Dellman, Antonio de Pádua e Carlos Eduardo Dudorenko, sendo que, exceto o último citado, todos eles cumpriram não 30, mas 90 dias de suspensão.”
Minhas colocações foram apoiadas por Ana Carolina Rogê, que reforçou o fato de que o Presidente da Comissão de Sindicância que instaurou os processos não tinha competência estatutária para isso.
O Conselheiro Ralph Tórtima, seguido do apoio do Conselheiro Guto Sampaio e de Zica Rogê, também pediu a palavra e concordou com nossas colocações, explicando em termos jurídicos que o processo realmente apresentou falhas e apontando como sendo a principal delas a não qualificação do sócio que esteve à frente do processo, uma vez que nosso estatuto é bem claro quanto a isso (informação que reforcei depois, citando que, em nosso estatuto, a participação em comissões de sindicância integra os direitos dos sócios proprietários, mas NÃO integra os direitos dos sócios diplomados).
Após todas as manifestações, o item foi posto em votação, mas, infelizmente, nossos votos foram superados pelos votos favoráveis a seguir a recomendação da Comissão, indeferindo o pedido.
 
Item 3 – Análise e deliberação sobre recurso interposto pelos associados Washinghton Grossi e Ana Cristina Beozzo Grossi representantes do menor I.B.G., referente a penalidade de suspensão por 30 dias, aplicada pela Diretoria Executiva.
Nos documentos apresentados em defesa do menor, seu pai e advogado explica que não há nenhuma prova material de sua participação no episódio de vandalismo denunciado através de vídeo postado em redes sociais.
Apesar disso, a Comissão responsável afirma que o menor admitiu, em duas ocasiões, que estava com o grupo durante o ocorrido.
Concluída a leitura do parecer da Comissão recomendando o indeferimento do recurso das associados, pedi a palavra e li o meu parecer, que segue abaixo, ipsis literis:
“Para mim, as informações passadas não são suficientes para formar opinião sobre a atuação específica do menor em questão, mas me incomodou muito saber que alguns levaram apenas uma advertência enquanto outros levaram 30 dias de suspensão.
Eu acho que esse “ataque com laranjas” foi grave por vários motivos: aconteceu fisicamente, nas dependências do clube, não em redes sociais; um sócio foi afrontado e desrespeitado e o pior: os menores sabiam que estavam fazendo algo errado e tentaram esconder ou não teriam coberto seus rostos. Dessa forma, creio que a participação no episódio, desde que confirmada, merece punição, sim, e não só uma advertência, mas não entendo como puderam separar de forma justa os que são mais ou menos culpados.
Então, eu gostaria de saber quem foram os jovens punidos com suspensão de 30 dias, e, principalmente, quem foram os punidos apenas com advertência escrita e quais os parâmetros objetivos usados para diferenciá-los.”
O Presidente do Conselho, Márcio Urbano, me disse que a reunião era para deliberar sobre o recurso de um único jovem e não para discutir sobre os outros envolvidos e que eu poderia solicitar esses dados para uma outra ocasião.
Eu respondi explicando não ser possível fazer um julgamento desse garoto sem saber o que o diferenciou dos outros para que levasse uma pena maior. Continuei:
“Se a comissão de sindicância vai cometer o absurdo de aliviar a punição pela participação numa situação como a que ocorreu, que, ao menos, tenha a decência de assumir essa escolha e aliviar para todos.”
Na sequência, o Conselheiro Ralph Tórtima explicou de forma muito clara, com tese e termos jurídicos, que houve um único fato com vários envolvidos e que, certamente, todos deveriam ter recebido penas iguais.
Na sequência, Carol Rogê e Guto Sampaio se colocaram na mesma linha.
Depois de concluídas as argumentações, o item foi posto em votação.
Nove (9) Conselheiros votaram por igualar as penas, mas, infelizmente, nossos votos foram superados pelos votos favoráveis ao simples indeferimento do pedido dos associados.
 
Item 4 – Tomar conhecimento e apreciar o balancete, encerrado em 30 de junho de 2025:
 O Presidente Eduardo Coelho forneceu explicações sobre o atual caixa do clube que, apesar de estar bem justo, permanece saudável.
Explicou sobre seus esforços (e de sua equipe) para manter o saldo positivo, sem reduzir os benefícios oferecidos aos sócios, através do controle de gastos e complementação de receitas com locações de espaços e venda de pacotes de patrocínios, entre outras ações. Dessa forma, estão conseguindo honrar os compromissos com as obras iniciadas na gestão anterior, assim como custear eventos e as novas obras aprovadas.
Concluída a apresentação, pedi a palavra e expliquei que, devido a uma falha técnica, acabei tendo acesso aos documentos apenas na noite anterior, então, como a análise de balancetes não faz parte da minha rotina e eu não teria tempo para isso, pedi a ajuda de um sócio de qualificação inquestionável na área financeira, Renato Nahas, que, gentilmente, fez uma rápida análise dos documentos apresentados e me enviou as duas sugestões a seguir:
1- Que se apresente um cronograma físico-financeiro das obras em andamento, sendo que esse mesmo cronograma já havia sido solicitado pelo Conselho Fiscal da gestão anterior, mas nunca foi apresentado.
2- Que, além de serem citados, também sejam apresentados o nome e o parecer da empresa de auditoria independente (que também nunca foi apresentado pela gestão anterior).
Após mais algumas poucas manifestações sem grande relevância, pedi a palavra novamente para deixar claro que as sugestões que eu trouxe não foram apresentadas por desconfiança da gestão, mas sim como críticas construtivas para aumento da transparência e reforço na atenção, já que é sabido que Eduardo Coelho é um excelente administrador que, mesmo com o caixa justo (e já comprometido com várias obras) que recebeu, tem conseguido seguir promovendo uma grande variedade de festas e eventos, e ainda ter o caixa sob controle.

Carla Octaviani disponibiliza “resumão” da Reunião Extraordinária de CD de 21/05/2025.

ITE1 –  Leitura e Aprovação da Ata da reunião Ordinária realizada na data de 27 de março de 2025.
Ata aprovada, salvo algumas correções técnicas.

ITEM 2 – Oficio da Diretoria para deliberação da doação com fins de aposentadoria dos animais Cappuccino; Spirit; Amora; Goiabada; Hello Kitty.
Procedimento regular do clube. Aprovado por unanimidade.
 
ITEM 3 – Análise e deliberação sobre recurso interposto por associado contra penalidade recebida de 30 dias de suspensão.
O caso se refere a um sócio que, mesmo após ser repetidamente advertido de forma verbal e depois, de forma escrita, insistia em fumar na área de natação, incomodando as pessoas próximas e praticantes da modalidade, inclusive crianças.
Quase não houve discussão sobre o caso, que era bem objetivo, exceto pela colocação do Ralph Tórtima sobre o fato de que, caso o associado não tivesse recebido avisos verbais e escritos, sendo infrator primário, poderia ser apenas advertido antes de receber uma suspensão de 30 dias.
Eu, Carla Octaviani, aproveitei a colocação acima para dizer que, mais uma vez, me chama a atenção a falta de um escalonamento melhor das penalidades estatutárias, já que o período mínimo de suspensão previsto, sem que haja desrespeito ao estatuto, é de 30 dias corridos. 
Creio que, nesse caso do senhor “fumante desobediente”, talvez uns 15 dias de suspensão com aviso de aumento da pena em caso de reincidência fossem um “presta atenção” suficiente, mas, como citei antes, 30 dias é o prazo mínimo de suspensão e não haveria nada a se fazer além de manter a decisão da comissão de sindicância, que, aliás, está nos devendo o desfecho do caso dos meninos que supostamente agrediram um sócio e que já está com o prazo de conclusão estourado há tempos.
O Presidente do Conselho, Márcio Urbano, respondeu a essa minha fala dizendo que está muito difícil de colher todas as provas e depoimentos do grupo de garotos, que, atualmente, estão apurados em 11 integrantes. Também me disse que o prazo não está estourado, já que o estatuto permite que a Diretoria o renove quantas vezes achar necessário.
Quanto a essa afirmação, eu respondi que discordava totalmente, já que o estatuto determina o prazo é de 15 dias, renovável por igual período a critério da Diretoria (resultando num total de 30 dias), e que se esse prazo pudesse ser renovado indefinidamente não precisaria ter sido escrito.
O pedido de remoção da pena foi indeferido por unanimidade.
 
ITEM 4 – Análise e deliberação sobre recurso interposto por sócio, referente o indeferimento da Diretoria Executiva no reparo do ressarcimento de danos sofridos pelo associado.
O caso em questão se refere a danos ao carro de um associado que se encontrava no clube durante uma grande ventania que derrubou um galho de árvore sobre seu veículo. Na ocasião, foi orientado pelo segurança a documentar o fato, não consertar o veículo, e fazer 3 orçamentos para juntar a uma solicitação formal de análise visando ressarcimento, mas o mesmo não seguiu o protocolo indicado, consertando-o logo depois, no local onde escolheu, e simplesmente apresentando a nota para que fosse reembolsada. Sendo assim, além do evento que danificou o carro não ser de responsabilidade do clube (a queda de um galho em uma ventania é uma ocorrência natural e não provocada por algum tipo de negligência), o protocolo de solicitação de ressarcimento precisaria ter sido seguido.
Pedido indeferido por unanimidade.
 
ITEM 5 – Aprovação da eliminação de Associados inadimplentes, conforme deliberação e devida notificação da Diretoria Executiva.
Procedimento regular do clube. Aprovado por unanimidade.
 
ITEM 6 – Referendum de Diretores, conforme ofício da Diretoria Executiva datado de 26/03.
Procedimento regular do clube. Aprovado por unanimidade.
Observação: existem limitações estatutárias apenas aos cargos de Diretores Estatutários, que são Diretor(a) Geral, Diretor(a) Geral de Esportes, Diretor(a) de Hipismo, Diretor(a) Social, Diretor(a) de Patrimônio, Diretor(a) Comercial e Diretor(a) Cultural.
Os outros cargos podem ser criados e determinados a critério do Presidente da Diretoria.
 
ITE7 –  Análise e deliberação sobre o artigo 62 4 b e artigo 64 4 b, conforme oficio encaminhado pela Comissão Mista instituída pelo Presidente do Conselho Deliberativo para tal fim;
As regras de uma sociedade, para funcionarem de forma justa, precisam ser as mais claras e menos subjetivas possível. Eu sempre digo que “o combinado não é caro nem barato” e acredito que a intenção em pautar esse item foi de tornar as coisas mais claras, já que não sugeriram mudanças nas regras e sim esclarecimentos e o compromisso de passar a cumpri-las.
O texto do estatuto é muito claro no que diz respeito à inclusão de pais e sogros como dependentes dos SÓCIOS DIPLOMADOS, já que cita a necessidade de comprovação de DEPENDÊNCIA FINANCEIRA, cujo único documento efetivamente comprobatório é a DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA do titular.
Quanto aos pais e sogros dos SÓCIOS PROPRIETÁRIOS, o texto é um pouco diferente e flexibiliza a dependência não incluindo o termo financeira e, nesses casos, há anos são aceitos como comprovantes de dependência tanto a declaração de imposto de renda quanto a comprovação de residência conjunta com o sócio proprietário titular.
No caso dos dependentes de sócios Diplomados ficou acordado que não há o que discutir (sem comprovação por Declaração de Imposto de renda, sem inclusão como dependentes), mas, no caso dos sócios proprietários, como o estatuto não especifica a dependência econômica, mas apenas dependência, existem associados que, na ausência dos documentos citados, recorrem da decisão, que vinha sendo analisada pela Diretoria Executiva.
A proposta para esse item era reiterar os documentos aceitos como padrão e passar os casos excepcionais para a análise do Conselho Deliberativo, que, aliás, conforme reforcei durante minha fala, é uma função estatutária do Conselho e não da Diretoria.
A proposta pautada também tem previsão de colocar em prática a exigência anual de renovação da comprovação de dependência dos pais e sogros admitidos.
A proposta apresentada foi aprovada por unanimidade.
 
ITEM 8 – Análise e deliberação sobre regra 65/35, conforme oficio encaminhado pela Comissão Mista que também decidiu se pronunciar sobre a referida regra, a pedido do Sr. Presidente do Conselho Deliberativo;
Existe uma regra não estatutária, mas regimentar, que permite que os sócios proprietários, após 35 anos de contribuição ininterrupta ao clube + 65 anos de idade, possam transferir seu título a um de seus filhos e passar à condição dependentes. Essa regra é justa e válida, mas, infelizmente, tem gerado alguns abusos, já que alguns associados, percebendo uma brecha no texto do estatuto, têm, ao atingir os requisitos citados, vendido seus títulos a terceiros e se tornado dependentes de seus filhos diplomados.
Para evitar tal situação, foi proposto que o sócio em condição de se tornar dependente de um de seus filhos possa fazê-lo, desde que o título permaneça em seu núcleo familiar (filhos ou cônjuge). Caso contrário, ele só poderá se tornar dependente de um filho diplomado se cumprir a regra de dependência econômica.
A proposta apresentada foi aprovada com um voto contra, do Conselheiro Guto Sampaio, que achou que deveríamos pensar mais a respeito.
A pauta levantada também trouxe à discussão mais uma questão importante para integrar uma revisão estatutária, que é o fato dos dependentes da categoria pai/mãe/sogro/sogra serem uma parcela significativa do número de sócios (atualmente mais de 3000 pessoas) e serem isentos de mensalidade, gerando uma situação que tende a se tornar financeiramente insustentável. Diante disso, a maioria dos presentes, aos quais me incluo, acredita na necessidade de instituição de uma taxa de cobrança para essas pessoas, ainda que mais amena (25% da taxa associativa a cada membro nessa situação, por exemplo). Porém, no meu entendimento, creio que devemos manter a isenção aos sócios que tiverem, antes de se tornar dependentes de seus filhos, pago as mensalidades do clube na condição de titulares por mais de 35 anos.
 
ITE9 –  Discussão sobre o artigo 62 – parágrafo 3º do Estatuto, também encaminhado pela Comissão Mista. 
Esse item, que diz respeito a abusos da cláusula de não pagamento da taxa de transferência no caso de parentes colaterais, foi apenas relatado de forma superficial, mas não deliberado, ficando reservado como assunto para ser retomado em uma próxima ocasião.

Carla Octaviani disponibiliza “resumão” da Reunião de CD de 25/03/25. Texto segue na íntegra:

Ite1 – )  Apreciação, aprovação ou rejeição das contas encerradas em 31/12/2024
Após uma breve apresentação do Conselho Fiscal e comissão de finanças recomendando a aprovação das contas fechadas na última gestão, foi dada a palavra aos Conselheiros:
– Saulo Duarte (aos 44:10 minutos da gravação) evidenciou o fato de que o PARECER DA AUDITORIA FOI CITADO, MAS NÃO NOS FOI ENTREGUE e sugeriu que, para o próximo encerramento de gestão, seja feito um RODÍZIO NA EMPRESA DE AUDITORIA, que já presta esse serviço ao clube há cerca de 20 anos.
– Carol Rogê (45:20 min) reforçou a ausência do documento da auditoria e a necessidade desse rodízio de empresas. Também apontou a INADEQUAÇÃO DE UM DOS MEMBROS DA COMISSÃO DE FINANÇAS, por ter uma relação íntima (Juliano, filho do ex-Presidente) com a última gestão e, portanto, configurar conflito de interesses.
– Eu, Carla Octaviani (46:42 min), coloquei os motivos pelos quais VOTEI PELA REJEIÇÃO DAS CONTAS (50:33 min), conforme texto que segue, ipsis literis:
  
“O Conselho Fiscal da Diretoria anterior, em seu penúltimo parecer, de 30-06-24, solicitou alguns documentos complementares que consideravam importantes (e que realmente são):
O cronograma físico-financeiro das obras do estacionamento e de todas as obras iniciadas no clube
Contratos da principal obra em andamento, que é o novo estacionamento.
Parecer atualizado de questões relativas ao IPTU de 2022, 2023 e 2024.
Analisando os documentos fornecidos, pude notar que nenhum desses documentos foi apresentado ao Conselho Fiscal, que sequer cita os mesmos em seu parecer de conclusão da gestão. Porém, são documentos de suma importância, sem os quais acredito não ser possível realizar uma avaliação financeira completa e ter tranquilidade na aprovação dos dados apresentados.
– Além disso, tenho uma outra objeção. Esse último parecer do CF cita a realização de uma auditoria independente, mas ela não foi apresentada, sendo que é o documento mais importante de todos e precisaria constar do que nos foi enviado, uma vez que, mesmo tendo recebido a análise realizada pelo Conselho Fiscal, precisamos ter condições de fazer nossa própria avaliação, uma vez que somos nós, do Conselho Deliberativo, e não o Conselho Fiscal, os responsáveis pela aprovação ou rejeição das contas.
Ainda sobre a auditoria independente, soube que foi realizada por uma empresa de pequeno porte, que não condiz com a atual situação financeira da SHC. Acredito que precisamos, não só de auditoria externa, mas que ela seja realizada por empresas de alto nível como por exemplo a Deloitte, ou Ernst & Young (EY)..
Nosso volume financeiro, como amplamente divulgado, supera o de muitos pequenos municípios e precisa ser encarado de forma profissional.
Entendam que essa solicitação não é uma questão de desconfiança e sim uma questão de nos mantermos realmente seguros, e isso inclui até o atual Presidente, que, sem esse tipo de ferramenta, assume compulsoriamente qualquer falha que possa ter ocorrido.
De acordo com o que expus, MEU VOTO É PELA REJEIÇÃO DAS CONTAS até que apresentem documentos mais sólidos, a começar por uma auditoria que esteja à altura da SHC dos dias atuais.
– Apesar das falas citadas, as contas foram aprovadas pela maioria dos presentes (só eu, Carla Octaviani, votei contra).
 
Item 2 – Plano de Obras e orçamento para 2025:
O Presidente Eduardo Coelho realizou a apresentação do Plano de Obras e orçamento para 2025 na ordem a seguir:
– Descrição de GASTOS NO VALOR DE R$ 2.680.000,00 QUE SERÃO NECESSÁRIOS PARA COMPLETAR AS OBRAS INICIADAS NA GESTÃO ANTERIOR E QUE EXTRAPOLARAM OS VALORES DIVULGADOS antes da Assembleia sobre o tema (53:08 min).
– Obras pretendidas para o ano de 2025, quase todas de complementação (como as lâmpadas LED e o reservatório para cumprir TAC, termo de ajuste de conduta (infelizmente me esqueci de perguntar a que se referia), infraestrutura (como a rede de fibra ótica e o redimensionamento do sistema de captação de água de chuva) ou reformas e extensões de pequeno porte.
Ao longo da apresentação, a palavra foi dada aos Conselheiros, que fizeram algumas sugestões pertinentes, das quais destaco a de Zica Rogê (1:26:00) sobre a NECESSIDADE pensar no clube para os próximos anos através DO INVESTIMENTO EM UM PROJETO MAIS AMPLO, QUE PENSE O CLUBE COMO UM TODO, através da necessária RENOVAÇÃO DE NOSSO PLANO DIRETOR.
Fora isso, mais dois pontos chamaram a atenção:
1- SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA PISCINA: O Presidente deixou claro que em 2025 serão realizados apenas ESTUDOS DE CUSTOS E LOCALIZAÇÃO, que serão amplamente discutidos antes de serem levados a uma Assembleia de proprietários.
2- BOULEVARD E WC FAMÍLIA DO CATETINHO, NO VALOR DE R$ 750.000,00, que me causou a seguinte DÚVIDA (1:45:24):
Esse boulevard não deveria estar somado aos gastos referentes a conclusão de obras da gestão anterior? Que eu me lembre, as fotos de divulgação do projeto do novo estacionamento incluíam área de convivência e até projeto paisagístico.
E, a pedido do atual Presidente, quem respondeu minha pergunta foi o Presidente da gestão anterior, Pedro Pupo, que afirmou que as IMAGENS DIVULGADAS ERAM MERAMENTE ILUSTRATIVAS.
(Segundo a explicação dada, eu que me enganei. Mas acredito que não fui a única, já que as imagens de divulgação realmente davam a entender que o projeto que seria votado era completo, né?).
O Plano de obras proposto para 2025 foi aprovado por unanimidade.
 
 Item 3 – Solicitação da Diretoria para realinhamento das taxas de Manutenção, Aquisição de Diploma, Transferência de Diploma e Transferência de Títulos, a partir de 01/04/2025
Confesso que fui para a reunião decidida a votar contra o aumento de 10% nas mensalidades, porém, diante da explicação do Presidente Eduardo Coelho ASSUMINDO O FATO DE QUE O CAIXA DO CLUBE ESTÁ BASTANTE APERTADO (2:05:49), já que o saldo deixado, em torno de 6 milhões, é suficiente apenas para cobrir as despesas ordinárias do clube por um mês (sendo que o ideal é ter, no mínimo, o suficiente para 2 meses), me convenceu da necessidade desse reajuste, que acabou sendo aprovado por unanimidade.
Observação: Não houve citação do reajuste de taxas das modalidades esportivas.
Ao longo da apresentação levantou-se a questão sobre os frequentadores isentos de pagamento das modalidades esportivas, os 65+ (2:19:53), além do fato de que muitos desses beneficiados são dependentes e, portanto, também isentos de mensalidade (2:21:17). Além disso, houve a exposição da prática, feita pelo Conselheiro Saulo Duarte, de alguns sócios venderem seus títulos e permanecerem no clube como dependentes de seus filhos (2:24:53), sendo que o Presidente do Conselho, Márcio Urbano, disse que O ASSUNTO É IMPORTANTE E DEVE SER TEMA DE OUTRA REUNIÃO AINDA DURANTE O MÊS DE ABRIL (2:25:40).

Item 4 – Aprovação da eliminação de Associados inadimplentes,
Apenas uma formalidade estatutária. Sem comentários.
  
Item 5 – Referendum de Diretores, conforme ofícios da Diretoria Executiva datados de 02, 21, 23 e 29/01, 19/02 e 06/03
– A conselheira Ana Carolina Rogê (2:50:14), iniciou os questionamentos a respeito da NOMEAÇÃO de três DEPENDENTES PARA DIRETORIAS ESTATUTÁRIAS (José Neto Verni, José Abrahão Jr. e Silvia H. Z. P. Coelho), uma vez que o estatuto veta essa prática.
– A partir dessa fala, o Presidente do Conselho, Márcio Urbano, (2:52:10) disse que a indicação de dependentes para esses cargos se tornou usual e já ocorreu em gestões mais antigas, nas quais, PARA CUMPRIR A DETERMINAÇÃO ESTATUTÁRIA, NOMEAVA-SE O CASAL para as Diretorias Estatutárias. Segundo ele, mais recentemente, deixaram de fazer isso pela prática ter se tornado parte integrante dos “usos e costumes” do clube.
– Conselheiro Bento REFORÇOU A FALA CONTRA A INDICAÇÃO DE DEPENDENTES PARA AS DIRETORIAS ESTATUTÁRIAS, VETADA NO ESTATUTO (2:52:53) se confessando um dos “culpados” por ter permitido que esse desrespeito viesse ocorrendo, já que essa ignorância ao que dita o estatuto também aconteceu nas últimas gestões (com José Abrahão Jr. e Stella Pupo), porém, disse que, apesar de reconhecer a capacidade dos nomeados (citou especialmente as qualidades de José Neto Verni), acredita ser NECESSÁRIO REALIZAR A RETOMADA DO CUMPRIMENTO DAS NORMAS ESTATUTÁRIAS.
– O atual Presidente, Eduardo Coelho, justificou as nomeações (3:01:27) pelo fato dessa prática ter sido aceita nas gestões anteriores e pela capacidade dos nomeados para o exercício das funções, E PEDIU QUE O CONSELHO RELEVASSE O QUE ESTÁ ESCRITO NO ESTATUTO (pedido que, logo depois, foi reforçado pelo Ex-Presidente Pedro Pupo).
– O Conselheiro nato PETER WALKER (3:09:56) disse que, se fosse necessário, bastava transformar os três dependentes em sócios militantes ou mudar o nome dos cargos para “Gerentes” ao invés de Diretores (ou seja, SUGERIU UM JEITO DE DRIBLAR O ESTATUTO).
  – Alguns Conselheiros defenderam A NECESSIDADE DE FAZER A REVISÃO DO ESTATUTO, ao invés de burlar regras existentes.
– Eu, Carla Octaviani (3:12:25) comentei que acho uma grande falha do estatuto o fato de os dependentes não integrarem o quadro social, já que muitos frequentam o clube mais que os titulares, mas que A REGRA É CLARA E A REPETIÇÃO DO  ERRADO NÃO O TRANSFORMA EM CERTO e, apesar da sugestão dada por Peter Walker para “encaixar” os Diretores irregulares ao estatuto, creio que precisamos PARAR DE USAR DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, uma vez que Stella Rogê e Vitor Trabulsi, por exemplo, não integram mais o Conselho exatamente pelo mesmo motivo: sendo dependentes, não integram mais o quadro social.
(OBSERVAÇÃO): mais tarde me lembrei que na gestão da Stella Rogê alguns dos mesmos Conselheiros que votaram a favor de manter os Diretores irregulares, fizeram questão que Carla Bovi, mulher do Conselheiro (ausente) Alexandre Sigrist, fosse retirada do quadro de Diretores nomeados por ser sócia dependente – e ela nem havia sido nomeada para uma Diretoria estatutária, apenas do beach tennis).
– Conselheiro Bento (3:16:42) frisou a importância da revisão estatutária, mas afirmou que enquanto a ação contra os sócios que cancelaram os efeitos da última Assembleia perdurar não será possível mexer no estatuto e PEDIU QUE RENUNCIASSEM AO PROCESSO para que o clube possa seguir em frente.
– Posto o item em votação, a manutenção da ignorância do estatuto saiu vitoriosa, apesar dos votos contrários dos Conselheiros Carla Octaviani (eu), Bentinho, Carol e Zica Rogê, Ralph Tórtima e Oswaldo Seifert, se não me engano (não consegui ver).
O Presidente Eduardo Coelho (3:23:34) se comprometeu a fazer o possível para agilizar a alteração estatutária, mas DISSE NÃO PODER DESISTIR DA AÇÃO.
– Ralph Tórtima (3:28:43) justificou seu voto contra por, apesar de reconhecer a capacidade dos indicados, entender que NÃO É POSSÍVEL RENUNCIAR ao CUMPRIMENTO DAS REGRAS ESTABELECIDAS, mesmo que essas regras estejam carentes de ajustes.
 
 Item 6 – Assuntos Gerais
– Eu, Carla Octaviani, pedi a palavra (3:32:19), e disse que MAIS IMPORTANTE DO QUE MUDAR O ESTATUTO, nesse momento, É PASSAR A RESPEITAR O ESTATUTO ATUAL e fiz minhas as palavras do Ralph, justificando meu voto contrário a manter os sócios dependentes como diretores estatutários. Também me coloquei à disposição para ajudar no que for possível com relação à revisão do estatuto, que estudei muitíssimo no último ano.  
Também disse (3:33:09) que O CLUBE PRECISA SER APAZIGUADO, JÁ QUE MUITOS SÓCIOS SE SENTEM INSEGUROS E DESCONFIADOS POR CONTA DE DESRESPEITOS QUE VÊM OCORRENDO HÁ ANOS, um deles MAIS PRECISAMENTE DESDE 2020, quando JOVENS FREQUENTADORES PASSARAM A SER MANTIDOS NO CLUBE DE FORMA IRREGULAR, CONTRARIANDO A DETERMINAÇÃO ESTATUTÁRIA, conforme relato de uma dessas jovens em rede social.
Frisei que uma nova gestão é uma grande oportunidade de sanar as falhas, curar feridas. Então, SUGERI UMA DEMONSTRAÇÃO BOA VONTADE E DESEJO LEGÍTIMO DE RECONCILIAÇÃO através do ARQUIVAMENTO DAS AÇÕES DA COMISSÃO DE SINDICÂNCIA INSTAURADAS E MANTIDAS DE FORMA IRREGULAR, já que, INDEPENDENTEMENTE DO MÉRITO DAS PUNIÇÕES, É INDISCUTÍVEL QUE OS PROCESSOS ESTOURARAM O PRAZO DE ATÉ 30 DIAS PREVISTO (se o prazo pudesse ser renovado eternamente não precisaria estar citado no estatuto), ALÉM DE TEREM SIDO ENCABEÇADOS POR UM SÓCIO SEM COMPETÊNCIA ESTATUTÁRIA PARA O CARGO.
Depois disso alguns Conselheiros deram sugestões pontuais para a administração do clube e a reunião se deu por encerrada.